esteja aqui

mesmo se o mundo te pedir pra não ficar

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Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinho, não vou. Não tem como remar sozinho, eu ficaria girando em torno de mim mesmo. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
Mestre Caio Fernando de Abreu

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Fora de alcance

Sei lá, cara. Eu não estava fazendo nada errado. Só não conseguia acertar. De nenhuma forma, para nenhum lado, com ninguém. Acho que não há nada pior do que ir se cansando de todas as faltas de respostas escondidas, enquanto a única imagem que se tem na cabeça é o seu próprio passado raro flutuando em câmera lenta, indo embora em enquadramentos nostálgicos de flashs súbitos. Pá. De repente me deu muita vontade de morrer, chorar, dormir, acabar, parar de me perturbar de uma vez por todas por uma história que eu não vivi… e não viveria, de nenhuma forma. Sei que passei boa parte das semanas afundado na cama, escrevendo besteiras e dormindo quase nada. À base de café, sofá, livro e televisão, me aconchegando em desvontades nítidas. O meu problema é que eu não entendia porque não pude ter pra mim todas as coisas que sentia e demonstrava a pleno vapor no papel, no inverno, na sua cara, no depois: aquilo que as pessoas chamavam, na época, de “meu amor por você”: um exagero frágil demais, de qualquer forma. Tirei o “meu” dessa conjugação verbal num dia desses de tristeza comum refletida no mau tempo, caiu um baita pé d’água na cidade inteira: eu não te achei em nenhum lugar: e sabia que não acharia: mas evitei cobranças e chamados loucos de madrugada fazendo pedidos a espera de recompensas: gostaria de ser o mesmo cara que você conheceu para ter ficado até o fim, ter feito a diferença etc e tal. Mas, bebi mais do que a cabeça aguenta, voltei a fumar um maço no dia, comecei a querer pensar cada vez menos, inclusive em tudo que não chegou ou esqueceu de deixar um aviso legível dizendo que o carteiro não viria mais esse mês. Possibilidade: risquei essa palavra das minhas orações para o que vem pela frente, porque reza a lenda que sempre vem alguma coisa e devemos estar prontos, apesar de não valer muito a pena contar com essa sorte. Nunca contei. E vi as coisas se tornarem um grande porre amnésico com cheiro forte de sexo sem lembranças. Boa parte das minhas tentativas com mulheres, sorrisos, novidades e canções foram desconstruídas pela minha falta de habilidade em querer entender alguém. Fui um cara desprezível e superficial, mas me permiti ser honesto. Não menti, mas assumidamente deixei boa parte da verdade de fora de muitas conversas e certos galanteios. Eu não tinha nada para dar a ninguém. Não conseguia distinguir meus sentimentos nem acreditar neles: o que era ruim volta e meia também fazia bem e vice-e-versa. Eu era uma incompletude preocupante, pra não dizer “metamorfose” e cair no clichê daquele hino do Raul. No fundo, eu tinha uma falta grande de sentir alguma coisa larga e absoluta como saudade. Realmente não sei dizer qual foi a última vez que saí de mim, troquei de pele, quis ser feliz. Esqueci como é bom gostar de alguém e ter uma referência do outro lado te esperando no fim da tarde ou qualquer coisa gostosa assim. Me reacostumei vivendo sem novas notícias ou sentimentos extravagantes, mas com todas as contas em dia, o sorriso pintado na cara etc e tal. Me diverti, me arranjei, me mudei, me arrependi, continuei. Fiquei sozinho talvez por ter acreditado muito na hora errada e pouco demais no momento mais propício de dizer ou fazer a coisa certa. Uma grande bobagem, claro. No fundo e de uma forma bastante áspera e urgente eu só queria parar de esperar. Tive consciência de que eu realmente nunca fui bom com medidas e frascos para guardar sentimentos: ou eu passo da conta ou eu quebro. Hoje estou certo de que as duas coisas foram feitas em sequência e na mesma proporção de estrago. Fodi a porra do amor que eu plantei pra mim. Com sua ajuda, é claro. Acho que algumas histórias de amor acabam sem poder, se esquecem sem motivo específico e se dissolvem sem permissão dos envolvidos. O tempo passa e não cura tudo não. Mas leva muita coisa pra longe. E longe é quase um esquecimento.
 

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Eu sinto sua falta por completo, sem faltas e com muitos excessos. Volte logo.

Eu não sei até quando poderia pensar que algo ou que tudo estivesse realmente perdido. Por um breve momento eu começo a acreditar que seria mais fácil continuar, mesmo sendo por mim e acreditando que um dia tudo voltaria ao seu devido lugar. Me disseram que quem realmente gosta sempre volta, e a pior questão é sobre essa volta. Tem gente que parte e se mantém distante mesmo gostando e isso não é necessariamente apenas um capitulo de todo o drama.
Eu poderia falar agora sobre todas as minhas fugas, segredos e buscas desesperadoras de calor por entre o edredon de cor bege que você já se esquentou um dia. Poderia ao certo pelo menos uma vez na vida dizer sobre todas as coisas que lhe trouxessem algum sentido ou razão óbvia e que a fizesse voltar e mudar de ideia. Mas sei lá, já percorremos quase duas semanas afastados, três sem se ver e eu não tenho sinal algum sobre o que você realmente anda pensando e se ainda planeja algum sonho com o meu nome do lado do seu.
Nunca fui bom entendedor sobre amor. Em todas às vezes mais caí do que me mantive em pé e acredite, á quem possa um dia te confirmar isso. Sempre fui do lado avesso, do simples, da colcha sem costura ou do pedaço de pano que vale um real, porque pra mim certas coisas nunca tiveram tanta importância a não ser o que eu realmente achava que poderia existir dentro de mim e das outras pessoas.
Eu sei, eu vou procurar. Mas não vão ser nas músicas mais lindas que eu vou conseguir te encontrar inteiramente. É fato de que um refrão ou outro sempre me trará mais e mais de você, só que hoje pelos lados em que estamos (completamente opostos), acredito que será difícil não pensar em você sem sentir um fundinho sequer de medo ou dúvida. Acho que no fundo desse poço devo ser um pouco burro, e pra acabar mais com minha moral posso dizer também que deveria ter sido um pouco mais áspero em certas questões. 
Está sendo dificílimo acordar todas as manhãs, por volta das oito e pouco e ver que o meu celular não vai vibrar do lado esquerdo da minha cama por uma mensagem sua de bom dia. Mais difícil ainda é encarar o pôr do sol depois das seis da tarde e presenciar toda aquela nostalgia cotidiana de “ah mais um dia corriqueiro” e ver que talvez você nem esteja pensando em mim como eu ando pensando em você. E ai sei lá de novo, talvez eu só esteja aumentando todos esses nossos problemas e dificultando as coisas dentro de mim mais, só que você sabe, eu sempre fui do tipo que sempre se preocupou mais, sempre pensou mais. Eu sou assim e é difícil pra eu mesmo aceitar essa minha própria condição e eu não gostaria jamais de ter lhe culpado por todas as ausências e desesperos meus.
Às vezes acontece e me surge por dentro um certo tom de revolta por ver o quanto está sendo complicado encarar essas equações sem respostas que trazem mais e mais rabiscos de lápis e marcas de borrachas que mancham o papel. Já pensei em chutar o balde como dizem literalmente. Já pensei também muitas vezes em todas as coisas que me dizem quando ouso tocar em seu nome. É engraçado e você pode até não acreditar, mas, eu não consigo ser nem um pouco egoísta comigo mesmo e ainda tem gente que me recrimina por ser assim…
Eu queria às vezes recarregar todas as minhas energias e expectativas como quem carrega um celular no final da tarde. Quem sabe até encontrar um certo êxtase na xicara de café quente que minha mãe costuma fazer por volta das quatro horas, mas ainda sim continua complicado. É como se tudo tivesse se tornado só mais um trecho das atividades cotidianas, das acomodações, das não mudanças e não surpresas.
Tenho pensado muito em você e pouco em mim, mas acho que eu não tenho feito nada errado dentre esses dias passados. Me vêm ao pensamento a simples questão de não ter acertado o pulo quando você encostou os teus pés no chão. Posso dizer que o nosso relacionamento por diversas vezes foi como um “delay”, sempre tinha alguma coisa que disparava um milésimo de segundo mais rápido que a gente ou que nossos passos. 
Agora todos nós sabemos e não importa o quanto tempo passe, sempre haverá algo aqui dentro que será pra sempre seu. O meu amor, o meu ciúme, a minha extravagância em demonstrações e mensagens de afeto e tudo mais. Gostaria de dizer que me faz uma grande falta não conversar com você, que me faz uma grande falta pensar em contar os dias que possivelmente iria te encontrar na esquina da sua casa ou na pracinha da rua de trás. 
Ontem encontrei uma música que diria exatamente quase tudo o que eu gostaria de lhe dizer sem ter que usar alguma palavra minha sequer, e acho de bom agrado que você saiba o quanto eu penso em você quando ouço “In Loving Memory” do Alter Bridge. Eu queria por mais uma vez escrever um texto dizendo como foi a minha semana, o quanto eu senti a sua falta e como isso me afetou. Queria poder te dizer dos trabalhos que andei fechando, das dependências da faculdade que andei pegando por não estudar absolutamente nada e dos presentes que andei ganhando. Queria ter te ligado às três da manhã pra dizer que você estava comigo em sonho e como era bom poder sentir você naquele exato momento. Queria saber quantas cervejas tomou no casamento da sua irmã, se chegou a tocar no meu nome e se ouviu “Luz dos Olhos by Nando Reis” que sempre nos traz aquele único momento, o nosso primeiro encontro.
De hoje, alias, na verdade acho que nós estamos chegando à todos os nossos limites e vejo que muitas coisas deverão ser mudadas se quisermos ver as nossas mãos entrelaçadas novamente. Não falo só sobre todas as nossas atitudes, mas também sobre algo que nos moveu até aqui então, toda essa força, se ainda houver amor é claro. Começamos do meio do livro e está errado isso, estamos retrocedendo. Procuro dizer tudo isso agora porque mesmo que você não saiba eu sei; já me esqueci como é referenciar todos os meus sorrisos para um motivo ou razão pela qual eu nem sei se poderá existir ainda. Esqueci de ouvir a nossa velha música, de te dizer bom dia e de dizer que estou com saudades e eu estou com saudades… 
Esqueci quase tudo, menos você. Ainda me lembro de todos os planos doces que fizemos juntos, dos seus olhos de dúvidas com perguntas caladas, do cheiro das suas vaidades e das suas unhas curtas. Sinto falta do peso da sua cabeça apoiada em meu ombro esquerdo me usando de travesseiro, me fazendo de repouso por todas as suas angústias e martírios. Sinto mais falta ainda de todas as coisas fúteis que nem imaginávamos que íamos pensar. Talvez de um domingo atarde, da pipoca com queijo ou da piada sem nexo. Sinto falta de te enquadrar em todas as molduras mais lindas do mundo que até então eram fotografadas por meus olhos e armazenadas em minha memória que já possui tantos dados seus.
Falar dessa minha saudade e de todos os nossos avessos é pior ainda quando qualquer bom som faz eu me lembrar dos brindes, das projeções futuras ou os planos para a próxima semana. Sentir essa falta me remete uma dor grandiosamente enorme, meio tipo fulminante que vem e arregaça tudo o que tem por dentro.
Eu não sei mais com o que devo me remoer. Tem sido difícil encontrar algum sonho verdadeiro em que os nossos nomes ainda continuam juntos. Se eu resolvesse procurar em cada detalhe os minutos de desespero e afagos da minha alma provavelmente encontraria muitas incógnitas por não saber mais o que fazer, gostaria que compreendesse isso.
Eu sinto sua falta por completo, sem faltas e com muitos excessos. Volte logo.

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Anjo da guarda…

Repasse esta mensagem no mesmo dia que a receber. Pode parecer ridículo, mas é uma hora certa.

Acreditamos que algo está para acontecer…

Os anjos existem. Só que às vezes eles não tem asas e você os chama de “amigos”. Você é um deles!

Algo maravilhoso vai acontecer a você e seus amigos! 
Amanhã às 11:09h da manhã alguém vai te escrever e te dizer algo que você está esperando ouvir.

Deus tem visto suas Lutas , Deus diz que elas estão chegando ao fim. Uma bençao está vindo em sua direção.


Se você crê em Deus, por favor envie esta mensagem para 20 amigos.
Dentro de 4 minutos te dirão uma notícia

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Bem, meu amor, te peço desculpas de novo, meu exagero deve estar te nocauteando… Desculpa essa minha mania de aumentar tudo, ou deixar mais transparente, talvez. Desculpa toda essa sede maldita de profundidade, mas, eu gosto assim, meu amor. Eu gosto de me afundar, me afogar, morrer em mim mesmo. Não gosto dessas piscininhas rasas, gosto dessas lagoas fundas, que me proporcionam algum perigo. Quero sentir até rasgar tudo aqui dentro, até me engasgar. Quero te sentir e sentir esse amor até a última gota. Não me contento em ficar um pouquinho embriagado, tendo um pouquinho de alucinações ou falando um pouquinho de besteiras. Quero mesmo é parar numa cama de hospital, em coma alcoolico, de você, meu amor. Quero minha felicidade inteira, quando vem pela metade ou morna demais eu sinto falta da minha tristeza, ela costuma ser mais profunda. Até minhas tristezas são bem vindas quando não mornas, então, quero você bem quente, fervendo, se puder, meu amor. Quero de preferência perder toda essa minha sanidade, quero ficar louco, enlouquecer de amor, já me disseram que os loucos vivem melhor. Eu quero tudo que tiver direito, quero intensidade, quero até te transformar em ar, pra que eu possa respirar somente você.
João Amaral (via tentevoar)

(Source: reinventandopalavras, via tentevoar)

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Adele
Take It All

É só mais uma noite daquelas em que a gente passa madrugada a fora sem qualquer companhia do sono e fica apenas esperando. Olhando pela janela pra ver quem sabe uma estrela cadente passar e poder fazer um pedido. Ou talvez procurando por alguma resposta que talvez esteja na estrela mais distante. Gosto de estrelas…

Na minha frente um monitor de 14 polegadas comum, antigo por sinal e que vive dando defeitos. Vez ou outra ele apaga e me deixa revoltado. Na mesa a garrafa de H2O sem rótulo e com água gelada. O cinzeiro está cheio de “bitucas” amassadas e no winamp rola o som de Adele. É estranho essa sensação de um quase nada, de que nos falta. Os cigarros já não sustentam mais. Últimamente tenho fumado tanto que tenho até perdido a vontade de aproveitar a companhia dessa droga maldita que por tempos me proporcionou companhia.

Não vou dizer sobre as músicas que ouvi, que Elvis ou Jack Johnson me inspiraram a escrever hoje. Adele realmente tem uma voz incrível, me lembra um pouco o swing de Amy Winehouse, uma guria que não tive muitas oportunidades pra ouvir.

Don’t You Remember tem uma letra incrível, você já reparou? ” Muitas vezes penso sobre onde eu errei. Quanto mais eu penso, menos eu sei.” 

Não se importe com comparações ou lamentações, pois apenas não quero construir planos e muito menos vivenciar algo baseado em regras. Regras não foram criadas para serem quebradas e muito menos para serem ignoradas. Aceitar ou não só é questão de opinião. Não sou do tipo de tomar decisões precipitadas, pelo menos acho que tentei ao máximo não ser assim, tão precipitado. Noite a fora espero encontrar algo que pelo menos em alguns segundos façam-me sentir um pouco “menos vazio”, correndo contra o tempo, enfrentando as milhas, tendo em vista ideais que transmitam clareza e consciência.

Sabe que Adele proporciona um “feeling” agradável pra esse momento. Fico aqui me imaginando em algum “pubzinho” desses perdidos pelo espaço a fora. Ribeirão Preto ou Franca, na França ou na Califórnia. Daqueles que tu vê uma taça luminária pendurada na porta, mesas com três ou quatro lugares, e no balcão do bar cinco ou seis sujeitos desconhecidos afogando suas mágoas ou o mal do amor em uma dose de Martini e Whisky. Os normais certamente pediriam água com gás. Outros tirariam um maço de cigarros amassados do bolso do paletó e uma caixa de fósforos depois de um dia intenso de trabalho. Eu mesmo já não sei mais em qual perfil me encaixaria perfeitamente. Talvez pediria, “Um café e um amor. Sem gelo, por favor…”

Já estamos em vinte e dois de novembro de 2.011. Esse ano não me proporcionou tantas coisas boas que devessem ser relembradas por alguns outros anos. O que realmente importou, fica guardado aqui dentro de mim. Já disse milhões de vezes o quanto foi importante conhecer alguém especial como você (você já sabe que é você). E você já tem um espaço enorme reservado aqui dentro de mim, com placa e tudo na porta.

Mas sem descontentamento (?!) Prometo-te que vou tentar falar menos desse meu amor, ou do possível Caio Fernando interior que habita em mim, que assim como eu tento, também tentou deixar algo a mais do que apenas palavras.

… Minha irmã arrastando o chinelo no quarto ao lado tira totalmente minha atenção. Eu sempre fico achando que ela um dia desses talvez encontre algum desses textos meus pela web e comece a dar risada. Gritei alto em pensamento “vai dormir guria”, eu sei que ela não ouviu, e com isso ou não vou continuar.

“Love Songs” tem um acorde no começo da música que pensei estar ouvindo “Céu Azul” e logo me aproximei mais de você. Pra trilha sonora da madrugada que continua seguindo calada e solitária escolhi Take It  All ok.

Caso queira conhecer-me mais, deixarei em algumas linhas certos tons de explicações sobre o porquê ou o que eu me tornei desde que me tornei e passei a ser o sou hoje. Não sou complicado, na verdade eu nunca quis ser um carinha normal do tipo que todas as guriazinhas se apaixonariam por usar um tênis “All Star” ou uma camisa quadriculada descolada. Não aproveitei a oportunidade pra ler muitos livros. Não gosto de carros tunning mas gosto de cerveja quente. Também não quis que as equações de matemática de segundo grau fizessem com que eu me parecesse alguém melhor do que o outro cara do lado que não fazia nada, mas sempre acertava a bolinha de papel no lixo, porque ele era o cara, e eu outro cara.

Tive vícios absurdos com jogos, sempre dormia nas aulas de português e a professora dizia que eu viajava na maionese. Não tive muitos amigos. Amigos que a gente realmente pode chamar de amigos. E hoje, continua sendo assim.

Tenho pertencido a diversas variações de clima, temperamento e humor. Inconstâncias quase imperceptíveis, tão perto ou muito longe, mas quase sempre um abismo. Queria cavar um buraco no chão de terra vermelha do quintal da minha casa e tentar aparecer lá na China quem sabe. Porque você sabe, não á tempo para lamentações. Da ânsia de querer tudo e ter nada ao mesmo tempo. Da vontade de se enfiar em um buraco de tatu ou de se acomodar embaixo da sombra de jabuticaba. Do uso de facas ou até o uso de revolveres, a intenção seria a mesma só que com outra intensidade. Vou fugir pra que se meus pensamentos estarão sempre indicando os meus caminhos a você? Seria fácil me encontrar…

Eu não te engano porque não consigo me enganar, me acostumei com isso. Não te desafio a nada, só te peço que continue. Muita ou pouca força, já é algo inicial não é mesmo? Não espero por surpresas desagradáveis, ninguém espera. Das minhas eu não sei se você sente falta, mas saiba que me deu uma vontade agora de mandar uma sms escrita “psiu”…

Creio que tão cedo vou saber o que será desse nosso próximo dia, como estará o nosso humor ou se vamos nos falar. Queria hoje não ter que encostar a cabeça no travesseiro e engolir baldes de choro a seco só por te sentir um pouco distante daqui. Você disse, eu estou aqui. Eu não te disse, mas eu sei que sim.

Tem espaço na cama. Meu edredom é de casal. Se você for alérgica, posso comprar um outro travesseiro com penas de ganso. Meu colchão é D28, novinho em folha, cama de madeira e não faz barulho. Venha quando quiser, demore pra ficar o quanto puder.

Na minha vida ainda tem tempo o suficiente pra você, e se acabar eu volto os ponteiros do relógio inventando pra nós outros novos dias, cheios da tua companhia e dos teus brilhos.

“Oh,  if only you knew everything i do is for you…”

EJR

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Mude os meus planos, mas com você neles please!

Logo eu que vivo me programando em tudo ou em quase tudo, agora terei que me programar também em acostumar com suas ausências. Mesmo não querendo cobrar em nada, se quer em músicas, que talvez por muitas vezes disseram por mim. 

Ouvir “Beeshop - Come and Go” já me traz um efeito diferente, um tom de “talvez” bem parecido com o refrão: “Eu venho e vou como se não tivesse explicações a serem dadas. Como se não fosse doer caso você fosse embora”, e vejo que sim, vou dar explicações, e se você for embora também vai doer.

Se pelo menos fosse me dito, “garoto não quero te ver partir”, ou até mesmo “Por  favor fique, você me acalma mesmo com todas as suas tempestades”, meus medos desapareceriam como fumaça que rola solta pelo ar. Queria muito poder dizer algo  que fosse parecido com letras de Jota Quest, Aerosmith ou Lifehouse.

Textos de Caio Fernando ou Clarice Lispector, quando leio trazem certas sensações que eu nem sei explicar. Secretamente querendo falar ou demonstrar as coisas que se tornam dentro de mim em um mar em fúria em dia de tempestade.

Palavras são apenas palavras, e as minhas sei bem que são diferentes. Pra falar a verdade eu nem sei se você ainda tem saco pra ler as “baboseiras” que passo escrevendo nas horas vagas, segundo após segundo pensando em você. E só de lembrar as coisas que você já me disse, do dia em que quebrou a unha ou do sapato novo que comprou do tipo “Oxford” que eu nem sabia o que era me fizeram sentir saudade de todo o tempo que passamos juntos.

Às 13 horas de ontem ou às 5 da manhã de hoje quando nós ainda estávamos dormindo eu ainda te queria, continuava e continuo te querendo. É estranho dizer sobre algo que a gente mesmo não sabe o que é. Talvez nós quiséssemos dizer tudo sem precisar dizer nada. Se os meus olhos falassem, eles diriam: “Eu te quero por toda a vida”.

Ironicamente Come and Go do Beeshop diz também algo que eu gostaria que você visse, “Porque é que você não vem e vai comigo?”. Ironicamente também me lembro dos teus olhinhos de sapeca do último sábado, como se estivesse tramando um crime ou um feito. Dou risada, te contemplo quando está feliz porque é sinal de que não estou fazendo mais nada de errado, eu acho. E assim me desperta um ser por dentro, uma criança que eu nem sei se fui quando tinha 8 ou 10 anos, daquele tipo de quem apertava a campainha do vizinho e saia correndo que já faz eu me sentir quase por inteiro, por causa do teu riso.

Não sei ser orgulhoso, tão pouco frio ou calculista. Eu vou correr atrás quando você brigar comigo. Não vou conseguir ficar sem te ligar mesmo sabendo que você continua sem telefone, eu te encontro, porque eu te procuro. É ali na esquina da praça, ou na pastelaria do lado do banco eu te encontro…

Normalmente aos sábados de manhã quando vou pra faculdade, passo na porta da sua loja com a esperança de ter ver lá, na correria cotidiana ganhando o pão ou o sapato Oxford. Não te vejo e passo o dia a imaginar como está sendo o seu…

Eu não sei se você sabe o que eu não sei, ou não sei se você sabe o que eu sei, mas guria, nesses últimos dias que passaram, fizeram eu me sentir culpado, fizeram eu te querer mais. Me dá uma vontade de querer cuidar de você, de te colocar pra dormir, de te encher de chocolates ou te fazer um café bem quentinho e sem açúcar que eu não sei explicar. Me dá vontade sabe, de querer você, de estar com você, de ser tua companhia o dia todo ou até mesmo o motivo da tua briga.

Não falaremos sobre coisas ruins, compreendo que já passamos por mares violentos, ondas com 4 ou 5 metros de alturas. Enfrentamos problemas com o mesmo grau de uma turbulência de avião em época de chuvas no Hawaii.

O fato é que hoje eu vejo a vida em outro aspecto. É nos nossos filhos que fico pensando nas noites quando deito pra dormir e o sono não vem, ou na Brida com sua bunda extremamente peluda andando pelas ruas e você segurando-a em uma coleira rosa, rebolando como se estivesse flertando com alguém. É sobre as nossas vidas, algo que poderá acontecer daqui um mês ou dez anos. Complexo ou não, sei que você também se pega em alguns dias pensando assim no que será do seu futuro ou do nosso futuro.

Se você parar pra pensar, em tudo que fizemos ou dissemos, não há motivo algum pra se deixar que tudo morra a beira da praia. Não estou dizendo isso porque no momento eu me sinta inseguro, são apenas palavras que agora, por mais que eu tente não pronunciar, já fazem parte  da minha ânsia de quer-te, pois se tornaram um um pedido:

- Por favor, fique comigo.

Assistir Carros 2 com você realmente não tem preço. Pagando 5 ou 10 reais de entrada em um cinema com áudio ruim, não me importaram. Eu te analisei durante o filme quando tua presença tirava totalmente a minha atenção. E eu via teus olhos atentos, como se esperasse por algo. Te sentia “minha” naquele momento, mesmo você não se importando como estava o grau do meu humor. Queria confessar que ontem eu estava chato e que você não disse nada. Acho que isso é uma vitória enorme pra ambos. Fiz comentários talvez um pouco abusivos sobre eu sentir você ausente, mas era só uma forma diferente de querer dizer eu estou com saudade.

Enfim, acho que me apaixonei por você!

Bom, não acho, eu tenho certeza. Meus olhos poderiam mostrar isso à você, porque sim, eu me apaixonei. São teus risos, tuas palavras ou até mesmo a tua presença.

Não leve isso como um desiquilíbrio emocional pertencente à mim, eu sei que o que está aqui é de verdade. Maior que um diamante ou não, mais quente que o sol ou mais intenso que o brilho da lua, não importa, é verdadeiro, é grande, imenso. E agora, eu só queria mesmo era entender o porquê dessa bagunça toda, dessa mistura de sentimentos, medos bobos ou coragens absurdas que nós temos em se manter afastados um do outro pra testar a saudade algumas vezes.

Acordes de piano ou violão, cartas ou frases feitas é a pouca parte de muitas coisas que eu gostaria de dar a você. Não gosto do comum, não gosto de sertanejo, não gosto do complicado, muito menos da possibilidade de ficar sem você. Às vezes num momento impensável, tão pouco razoável, nós iremos nos acomodar sem se incomodar com o defeito do outro porque finalmente entendi que muitas coisas não foram certas ou erradas, que poderiam ou não fazer mal. A verdade é que nunca vi alguém tão perto e ao mesmo tempo tão longe, mas que quero por toda vida comigo.

Engraçado mesmo é como eu fico me imaginando com você, deitado na cama ou caindo no chão. Te roubando o edredon ou vendo um filme no sofá…

São outros tempos, outras horas e muitos dias que gostaria que passássemos juntos. São também sonhos que por mais “meus” que sejam, também são seus.

Não foi nada planejado vir escrever coisa bobas e loucas. Me deu vontade de querer saber como foi o seu dia, se a nutella acabou e quando será a próxima sessão de filmes infantis.

Fé, força de vontade, peito limpo e coração aberto. Balada sem vodka, música e o desfrute da tua companhia. É isso, é tudo, porque é você quem faz eu ver que a vida pode ser engraçada.É em você que posso ver que o mais engraçado ainda é imaginar a minha vida, um pouco parada, sem foco ou resolução, sem você.

Pois eu sei, nada teria graça se você não estivesse aqui…

Esteja aqui, mesmo se o mundo te pedir pra não ficar…

EJR